O Sulfato De Hidroxicloroquina comprimido revestido 400 mg é indicado para o tratamento de afecções reumáticas e dermatológicas, incluindo artrite reumatoide, artrite reumatoide juvenil, lúpus eritematoso sistêmico e discoide, e condições de pele associadas à fotossensibilidade. Também é indicado para malária: tratamento das crises agudas, tratamento supressivo por Plasmodium vivax, P. ovale, P. malariae e cepas sensíveis de P. falciparum, e tratamento radical de malária por cepas sensíveis de P. falciparum.
Para que serve o Sulfato De Hidroxicloroquina
Este medicamento é usado em doenças reumáticas e problemas de pele de origem autoimune, e também para tratar e prevenir alguns tipos de malária causados por protozoários sensíveis.
- Doenças reumáticas: artrite reumatoide (incluindo juvenil) e lúpus eritematoso sistêmico ou discoide.
- Condições dermatológicas fotosensíveis agravadas pela exposição solar.
- Malária: tratamento das crises agudas, tratamento radical e tratamento supressivo de espécies sensíveis (Plasmodium vivax, P. ovale, P. malariae e algumas linhagens de P. falciparum).
O uso deve seguir orientação médica, que avaliará indicação e duração conforme cada caso.
Como usar o Sulfato De Hidroxicloroquina
Tome este comprimido por via oral durante uma refeição ou com um copo de leite. Não o parta, abra ou mastigue.
O efeito em doenças reumáticas é cumulativo; podem ser necessárias semanas a meses para melhora e alguns meses até efeito máximo. Se não houver melhora objetiva em 6 meses, o medicamento deverá ser descontinuado.
- Lúpus sistêmico e discoide (adultos): dose inicial 400 a 800 mg/dia; manutenção 200 a 400 mg/dia.
- Artrite reumatoide (adultos): dose inicial 400 a 600 mg/dia; manutenção 200 a 400 mg/dia.
- Artrite crônica juvenil: não exceder 6,5 mg/kg de peso/dia, até máximo diário de 400 mg.
- Doenças fotossensíveis: iniciar com 400 mg/dia e reduzir para 200 mg/dia; se possível, iniciar alguns dias antes da exposição solar.
- Malária – profilaxia (adultos): 1 comprimido de 400 mg semanalmente; crianças: 6,5 mg/kg semanalmente (não ultrapassar a dose adulta).
- Malária – crise aguda (adultos): 800 mg inicial, 400 mg após 6–8 horas e 400 mg diários por 2 dias (total 2 g). Método alternativo: dose única de 800 mg.
- Malária em crianças: esquemas ponderais detalhados até dose total de 32 mg/kg (máx. 2 g) dividida conforme orientação pediátrica.
Siga sempre a orientação do seu médico quanto a horários, doses e duração. Não interrompa o tratamento sem orientação profissional.
Como o Sulfato De Hidroxicloroquina funciona
O princípio ativo age de forma múltipla sobre células e microrganismos: interfere em enzimas e no DNA, altera funções lisossomais e pode romper células de protozoários.
Em doenças reumáticas e inflamatórias, inibe interações antígeno-anticorpo, reduz a síntese de interleucina-1 (IL-1) e modula a atividade de fagócitos e macrófagos, o que ajuda a diminuir inflamação e degradação da cartilagem.
Contraindicações e advertências do Sulfato De Hidroxicloroquina
Você não deve usar se tiver alergia aos componentes, a derivados da 4‑aminoquinolina, maculopatias pré‑existentes ou se for menor de 6 anos. O uso na gravidez e amamentação só com decisão médica.
Precauções importantes e sinais para avisar o médico:
- Problemas cardíacos: histórico de síndrome do QT longo, arritmias, ataque cardíaco, bradicardia ou desequilíbrios eletrolíticos — uso pode aumentar risco de arritmias potencialmente fatais.
- Infecções crônicas (ex.: hepatite B, tuberculose, varicela/herpes zoster) podem reativar, especialmente com outros imunossupressores.
- Retinopatia: risco aumentado com uso prolongado e com drogas que também prejudicam a retina (ex.: tamoxifeno); monitore visão regularmente.
- Reações cutâneas graves: erupções com bolhas, ulcerações ou sintomas semelhantes à gripe exigem suspensão imediata e avaliação médica.
- Hematológicas e musculares: hemograma e avaliação de força muscular periodicamente; pare o medicamento se houver fraqueza ou alterações sanguíneas.
- Depressão, pensamentos suicidas, distúrbios psiquiátricos e distúrbios extrapiramidais foram relatados; procure ajuda médica se surgirem sintomas psiquiátricos.
- Redução de dose pode ser necessária em doença hepática ou renal; cautela em porfiria, psoríase, gastrintestinais ou alergia à quinina.
Informe seu médico sobre todos os medicamentos que usa antes de iniciar o tratamento.
Efeitos colaterais do Sulfato De Hidroxicloroquina (reações adversas)
Os efeitos adversos variam por sistema e frequência. Muitos surgem cedo e alguns só aparecem com uso prolongado; relate qualquer sintoma novo ao seu médico.
- Sangue: depressão da medula óssea, anemia, agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia (frequência desconhecida).
- Imune: urticária, angioedema, broncoespasmo (desconhecida).
- Metabolismo: anorexia (comum); hipoglicemia (desconhecida); pode agravar porfiria.
- Psiquiátricos: labilidade emocional (comum), nervosismo (incomum); psicose, comportamento suicida, depressão, alucinações e confusão (desconhecido).
- Nervoso: cefaleia (comum), tontura (incomum), convulsões e distúrbios extrapiramidais (desconhecido).
- Oculares: visão borrada por alterações de acomodação (comum); retinopatia e maculopatia (incomum/desconhecida) que podem ser irreversíveis se não tratadas.
- Cardíacos: cardiomiopatia e arritmias graves (desconhecida), podendo levar à insuficiência cardíaca.
- Gastrointestinais: dor abdominal e náusea (muito comuns); diarreia e vômito (comuns).
- Hepáticas/renais: alterações das provas hepáticas, lesão hepática e casos raros de insuficiência hepática; fosfolipidose renal (desconhecida).
- Pele: erupção e prurido (comuns); reações cutâneas graves como síndrome de Stevens‑Johnson, NET e DRESS (desconhecida).
- Musculoesquelético: miopatia e neuromiopatia com fraqueza progressiva (desconhecida).
Interrompa o uso e procure atendimento imediato se tiver sintomas graves, como alterações visuais, fraqueza muscular intensa, sinais de reação alérgica grave, arritmias ou pensamentos suicidas.
Interações medicamentosas do Sulfato De Hidroxicloroquina
Várias drogas podem interagir com a hidroxicloroquina; informe sempre seu médico ou farmacêutico sobre todos os medicamentos que usa, inclusive fitoterápicos.
- Medicamentos que afetam o ritmo cardíaco: antiarrítmicos, antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos, alguns antivirais e antifúngicos, e certos antibióticos (ex.: moxifloxacino, azitromicina) — podem aumentar risco de arritmias.
- Antibióticos e antifúngicos (ex.: claritromicina, fluconazol), anticonvulsivantes (fenitoína, carbamazepina), rifampicina, ritonavir, ciclosporina, dabigatran, clopidogrel, digoxina, flecainida e propafenona: podem alterar a ação mútua com hidroxicloroquina.
- Insulina e antidiabéticos orais: hidroxicloroquina pode aumentar efeito hipoglicemiante, exigindo ajuste de dose.
- Antiácidos e caulinos: tome com pelo menos 4 horas de intervalo.
- Erva de São João e suco de toranja: evite suco de toranja; a erva de São João pode interferir com tratamentos concomitantes.
Seu médico avaliará riscos e fará ajustes quando necessário.
Sulfato De Hidroxicloroquina na gravidez e amamentação
Gravidez e amamentação devem ser avaliadas pelo médico. O uso pode estar associado a um pequeno aumento do risco de malformações graves, por isso é desaconselhado, salvo se o médico julgar que os benefícios superam os riscos.
Durante a amamentação, hidroxicloroquina é excretada no leite (menos de 2% da dose materna após correção do peso). O uso na lactação só deve ocorrer se os benefícios justificarem e com acompanhamento médico; para tratamento curativo da malária a amamentação é possível, mas o lactente não fica protegido e pode precisar de quimioprofilaxia separada.
Informe seu médico se estiver grávida, suspeitar de gravidez, planeja engravidar ou estiver amamentando.
Superdose e dose esquecida do Sulfato De Hidroxicloroquina
Em caso de ingestão maior do que a indicada procure socorro médico imediatamente. Os efeitos de superdose podem ser rápidos e graves, incluindo alterações do ritmo cardíaco e choque.
- Sinais de superdose: dor de cabeça, alterações visuais, choque cardiovascular, convulsões, hipocalemia, prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, taquicardia ventricular, fibrilação ventricular e parada cardíaca.
- Tratamento de emergência: esvaziamento gástrico, lavagem, administração de carvão dentro de 30 minutos, suporte respiratório e tratamento do choque; diazepam parenteral pode ser útil em casos de cardiotoxicidade.
Se esquecer uma dose, tome assim que puder, salvo se estiver próximo do horário da dose seguinte. Nunca tome duas doses ao mesmo tempo. Em caso de dúvidas, consulte seu médico ou farmacêutico.
Composição do Sulfato De Hidroxicloroquina
Cada comprimido revestido contém sulfato de hidroxicloroquina 400 mg (equivalente a 309,6 mg de hidroxicloroquina).
- Excipientes: amido, fosfato de cálcio dibásico di‑hidratado, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol e dióxido de titânio (corante).
- Aspecto: comprimido branco, oblongo, biconvexo e monossectado.
Informe ao farmacêutico em caso de alergia a qualquer componente da fórmula.
Como guardar o Sulfato De Hidroxicloroquina
Conserve em temperatura ambiente entre 15ºC e 30ºC, protegido da luz e umidade. Mantenha na embalagem original.
- Não use após a data de validade impressa na embalagem.
- Mantenha fora do alcance das crianças.
- Antes de usar, verifique o aspecto do comprimido; em caso de alteração, consulte o farmacêutico.
Guarde as informações de lote e validade conforme a embalagem.
Dizeres legais
Registro: 1.0235.1269
Registrado e produzido por: EMS S/A.
Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08 ,
Bairro Chácara Assay, Hortolândia/SP - CEP: 13186-901
CNPJ: 57.507.378/0003-65
Indústria Brasileira
Ou
Produzido por: NOVAMED FABRICAÇÃO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA.
Manaus/AM
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
SAC: 0800 019 19 14
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 06/08/2025.
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Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
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