O Divalcon ER comprimido revestido 250 mg (embalagem com 60 comprimidos) é indicado para o tratamento de episódios agudos de mania ou mistos associados ao transtorno afetivo bipolar em pacientes adultos. Também é indicado no tratamento de epilepsia em adultos e crianças acima de 10 anos e para prevenção da enxaqueca em adultos; não há evidência de eficácia no tratamento agudo da enxaqueca.
Para que serve o Divalcon ER
DIVALCON ER é usado para tratar episódios de mania em adultos, controlar certos tipos de epilepsia em adultos e crianças a partir de 10 anos, e para prevenir enxaqueca em adultos.
Na mania, ajuda a reduzir sintomas como agitação, insônia e pensamento acelerado. Na epilepsia, é usado sozinho ou junto com outros antiepilépticos para crises parciais complexas, ausências e crises múltiplas. Na enxaqueca, serve apenas para prevenção, não para tratamento da crise.
Como usar o Divalcon ER
Tome DIVALCON ER por via oral, uma vez ao dia, engolindo o comprimido inteiro sem partir, triturar ou mastigar. Siga sempre a orientação do seu médico quanto à dose e duração do tratamento.
Em alguns grupos (crianças/adolescentes do sexo feminino e mulheres em idade fértil) o tratamento deve ser iniciado e supervisionado por especialista e só usado se alternativas forem ineficazes ou não toleradas; a dose diária nesses grupos costuma ser dividida em pelo menos 2 administrações.
Dosagens descritas na bula (exemplos que o médico pode ajustar):
- Mania: dose inicial recomendada 25 mg/kg/dia, aumentar até resposta; dose máxima 60 mg/kg/dia.
- Epilepsia: dose inicial 10–15 mg/kg/dia (15 mg/kg/dia para ausências), aumentar 5–10 mg/kg/semana; dose máxima 60 mg/kg/dia. Quando combinado com outros antiepilépticos, esses outros poderão ter suas doses reduzidas conforme orientação médica.
- Prevenção da enxaqueca: iniciar com 500 mg uma vez ao dia por uma semana; alguns pacientes podem necessitar até 1000 mg uma vez ao dia.
Não interrompa o tratamento de forma abrupta; a suspensão deve ser orientada pelo médico para evitar risco de agravamento das crises ou efeitos adversos.
Como o Divalcon ER funciona
O ingrediente ativo de DIVALCON ER é o divalproato de sódio, que libera íon valproato no trato gastrointestinal. Esse íon age no sistema nervoso para controlar crises epilépticas e modular episódios de humor.
Algumas pessoas podem notar melhora já nos primeiros dias, enquanto outras demoram mais; seu médico acompanhará a resposta e ajustará o tratamento conforme necessário.
Contraindicações e advertências do Divalcon ER
Você não deve usar DIVALCON ER em menores de 10 anos ou se tiver alergia ao divalproato ou a qualquer componente da fórmula, doença hepática significativa, distúrbio do ciclo da ureia, porfiria ou deficiência primária conhecida de carnitina não corrigida.
DIVALCON ER é contraindicado durante a gravidez para prevenção da enxaqueca e, em geral, o seu uso em mulheres em idade fértil exige cumprimento de programa de prevenção da gravidez; para mania e epilepsia o uso na gravidez só deve ocorrer com orientação médica muito cuidadosa.
Atenções importantes e sinais para informar o médico:
- Risco de lesão hepática grave, especialmente nos primeiros 6 meses; procure ajuda se surgir mal-estar, vômito, perda de apetite, icterícia ou inchaço facial.
- Risco de pancreatite: dor abdominal grave, náusea/vômito exigem avaliação imediata.
- Risco de hiperamonemia e distúrbios relacionados à carnitina; informe sinais como confusão, ataxia, vômitos.
- Possíveis reações cutâneas graves (SJS, NET, DRESS) ou angioedema — suspenda e procure avaliação se aparecer erupção intensa, bolhas ou inchaço facial.
- Pode afetar direção e operação de máquinas por causar sonolência, tontura ou desmaio; evite essas atividades até saber como o medicamento reage em você.
- Doação de sangue é contraindicada durante o tratamento e por 2 semanas após o término.
- Mulheres em idade fértil e pais em potencial devem receber informações sobre riscos reprodutivos; homens que usam valproato devem considerar evidências sobre risco aumentado de transtornos do neurodesenvolvimento em filhos quando usado nos 3 meses anteriores à concepção.
Idosos, crianças e pacientes com suspeita de doença mitocondrial exigem monitorização e cuidados especiais; o tratamento deve ser reavaliado anualmente por especialista quando indicado.
Efeitos colaterais do Divalcon ER (reações adversas)
DIVALCON ER pode causar efeitos colaterais comuns como sonolência, tremor, náusea, tontura, aumento ou diminuição do apetite, ganho ou perda de peso, alopecia e astenia. Alguns eventos podem ser sérios e exigem atenção médica imediata.
Reações por frequência (exemplos):
- Muito comuns (≥10%): sonolência, tremor, náusea, astenia.
- Comuns (1–10%): trombocitopenia, dor abdominal, constipação, diarreia, vômito, zumbido, cefaleia, alterações do humor, infecções, alterações na visão.
- Incomuns (0,01–1%): alterações hepáticas nos testes, pancreatite, problemas respiratórios, reações cutâneas, problemas urinários, alterações cardíacas e neurológicas.
- Raras/muito raras/desconhecidas: hepatotoxicidade grave (pode ser fatal), pancreatite, reações cutâneas graves (SJS/NET/DRESS), agranulocitose, encefalopatia hiperamônica e outras reações sistêmicas.
Em crianças menores de 2–3 anos há risco particular de lesão hepática grave; relate qualquer sinal de sangue, equimoses, confusão, fraqueza ou dor abdominal ao médico. Informe sempre seu médico ou farmacêutico sobre qualquer reação que apareça.
Interações medicamentosas do Divalcon ER
DIVALCON ER interage com vários medicamentos; algumas combinações alteram as concentrações de valproato no sangue ou aumentam riscos de efeitos adversos.
Interações importantes a observar:
- Antibióticos carbapenêmicos (ex.: imipenem, meropenem, ertapenem) podem reduzir significativamente valproato — uso concomitante não recomendado.
- Ritonavir, fenitoína, carbamazepina e fenobarbital aumentam a depuração do valproato; inibidores de protease e rifampicina também alteram níveis.
- Ácido acetilsalicílico e felbamato podem aumentar valproato; colestiramina e dipirona podem diminuir seus níveis.
- Lamotrigina, fenobarbital, fenitoína, primidona, propofol e outros antiepilépticos ou psicotrópicos têm interações clínicas relevantes — ajustes de dose e monitorização são necessários.
- Medicamentos conjugados com pivalato não são recomendados por risco de hipocarnitinemia; combinação com canabidiol pode aumentar risco de elevação das transaminases.
Informe sempre seu médico ou dentista sobre todos os medicamentos que usa antes de iniciar ou ajustar o tratamento com DIVALCON ER.
Divalcon ER na gravidez e amamentação
DIVALCON ER apresenta risco elevado de malformações congênitas e prejuízo do desenvolvimento neurológico quando usado durante a gravidez; por isso seu uso é contraindicado para profilaxia da enxaqueca em gestantes e só deve ser considerado para mania ou epilepsia em situações bem avaliadas por especialista.
Se estiver planejando gravidez ou suspeitar de gravidez, informe seu médico imediatamente. Para epilepsia, quando não houver alternativa, o especialista deve tentar a menor dose eficaz e preferir formulação de liberação prolongada, com monitorização rigorosa.
O divalproato passa para o leite materno em pequena proporção; a decisão sobre amamentação deve avaliar benefícios e riscos e ter acompanhamento médico.
Superdose e dose esquecida do Divalcon ER
Em caso de superdose, procure socorro médico imediato. Doses acima do recomendado podem causar sonolência intensa, colapso cardiovascular, coma e até morte.
Medidas de emergência incluem suporte geral, manutenção do fluxo urinário, possível hemodiálise ou hemoperfusão e, em casos de hiperamonemia, administração de carnitina. Naloxona pode reverter depressão do sistema nervoso central, porém com cautela em epilépticos.
Se esquecer uma dose, tome assim que lembrar, exceto se estiver perto da próxima dose; não dobre a dose para compensar. Em caso de dúvida, consulte o médico ou farmacêutico.
Composição do Divalcon ER
Cada comprimido revestido de liberação prolongada contém divalproato de sódio, que libera o equivalente a 250 mg de ácido valproico na apresentação menor e 500 mg na maior.
Excipientes incluem hipromelose, celulose microcristalina, dióxido de silício, sorbato de potássio e coberturas Opadry/Opadry II; a formulação de 500 mg contém lactose. DIVALCON ER 250 mg contém dióxido de titânio como corante; o de 500 mg contém dióxido de titânio e óxido de ferro.
Como guardar o Divalcon ER
Guarde DIVALCON ER na embalagem original, em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, protegido da luz. Mantenha fora do alcance de crianças.
Verifique o aspecto antes de usar; se houver alterações ou o medicamento estiver com prazo vencido, consulte o farmacêutico. Não use após a data de validade impressa na embalagem.
Dizeres legais
III) DIZERES LEGAIS
Registro: 1.0553.0373
Registrado por: Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rua Michigan, 735
São Paulo - SP
CNPJ 56.998.701/0001-16
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VENDA SOB PRESCRIÇÃO
COM RETENÇÃO DE RECEITA
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 05/03/2026.
Venda sob prescrição médica, com retenção da receita.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 31/03/2026, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
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